[Guia do intercâmbio] Com ou sem agência?

Por volta de fevereiro de 2013 decidi estudar no exterior. Não sabia quais eram as minhas opções e comecei a pesquisar pela internet. Depois de já ter algo em mente, visitei algumas agências. Mas, quando pedia algum curso relacionado à comunicação, já que sou formada em jornalismo e fluente em inglês, todos os agentes me olhavam com cara de “AHN?!” – em uma das vezes chegaram a me oferecer um curso de inglês para negócios, por exemplo… ¬¬

Depois de muita pesquisa (na internet), decidi estudar marketing com a “ajuda” de uma das maiores agências do país. Depois de duas visitas (a primeira pessoa que me atendeu não foi muito legal e, como reclamei na fanpage da agência, me encaminharam pra outro atendente), eles me enviaram as brochuras de todas as faculdades na Califórnia e Inglaterra (minhas opções, de início) que tinham esse curso. Acabei escolhendo a Universidade da Califórnia, em Irvine, por ser a que mais se encaixava comigo.

Como o pré-intercâmbio exige muitas etapas, decidi dividir essa review em etapas também:

  1. Escolha da agência: eu escolhi a “mais conhecida” por três motivos: tinha o curso que queria na faculdade que queria; por segurança e porque tinha uma agência próxima ao meu trabalho, na av. Paulista.
  2. Ajuda da agência: é aqui que o negócio pega. Na minha primeira visita à agência, já sabia o que queria. E muitas das minhas dúvidas (que o site não respondia), o agente também não sabia responder e teve que recorrer a matriz. O pior, na minha opinião, foi que muitas vezes, me forneceram informações erradas (assunto pra outros posts) e mais me atrapalharam que ajudaram. Nem sobre o TOEFL souberam me responder. Na verdade, o que a agência faz é enviar seu application para a faculdade e receber seu I20 – que , no meu caso, demoraram quase uma semana pra me entregar. Tudo isso eu poderia ter feito sozinha, pela internet, e economizado US$ 400,00. Muitos dos brasileiros que conheci aqui fizeram tudo sozinhos, em contato direto com a faculdade. E muitos dos gringos também usaram agência e tinham as mesmas reclamações que eu. Ou seja: o problema não é só no Brasil e nem só com a minha agência.
  3. Aguardando a aprovação: depois fazer TOEFL, preencher application, conseguir cartas de recomendação, juramentar e traduzir documentos e enviar pra faculdade, você tem que esperar a aprovação para, então, dar entrada no visto de estudante. Daí que eu fiz tudo isso, 20 dias se passaram e eu não tive notícia nenhuma da agência. Mandei alguns e-mails, não tive resposta e, então, resolvi ligar para ver  se tinha acontecido algum problema. E claro que tinha: meu agente saiu de férias e não me avisou, nem passou o meu caso para ninguém. O que culminou no meu application e minhas documentações paradas na matriz da agência por dias. E quando você tem um prazo (curto) para que tudo isso chegue nos Estados Unidos, rola um stress assim, de leve (ainda mais se você sofre de ansiedade como eu). No fim deu tudo certo mas, americanos levam prazos muito a sério e não existe “jeitinho brasileiro”. Podia ter dado tudo errado por culpa da agência. Assim como poderia não ter conseguido meu visto, pela demora na entrega do meu I20.
  4. Durante o intercâmbio: tive problemas com minha roommate durante o tempo que dividi apartamento (que não era pra ser apartamento, já que a agência não me vendeu isso). Conversei com a agência para que eles resolvessem, afinal, foi pra isso que paguei uma agência, certo? Errado. O que eles fizeram foi enviar um e-mail para a faculdade resolver meu problema. Quando o e-mail chegou na faculdade, eu já tinha ido até lá e resolvido o problema sozinha.

E esses são só alguns exemplos… Resumindo: eu decidi fazer intercâmbio já bem grandinha, com 24 anos. Muitos dos problemas que aconteceram antes, durante e depois, eu tive que lidar sozinha, porque a agência, na verdade, não se responsabiliza por nada. Você só faz o pagamento de tudo através deles e eles enviam/recebem seus documentos. Só.

Como estudante, eu jamais faria outro intercâmbio com agência. Como mãe, eu jamais mandaria meu filho para fora do país na ~responsabilidade~ de uma agência (ainda mais essa, que diz fazer intercâmbio com crianças a partir de 5 anos).

Minha dica: intercâmbio é uma das melhores experiências da vida. Mas você vai encontrar problemas pela frente, seja de convivência, adaptação, agência ou qualquer outra coisa. É melhor estar preparado para resolver sozinho. Pelo menos no meu caso, a agência não fez nada por mim.

uci intercambio irvine

Primeira semana na faculdade: cabelo ensebado pela mudança climática e as cáleguinhas <3

PS: não citei o nome da agência que usei para evitar a fadiga. Só digo para não confiar opinião de blogueira famosinha que viajou de graça – nem sempre essa é a opinião mais sincera ;)

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