– Mãe, meu jogo chegou. Posso abrir?

Guilherme é (um pouco) como eu. Intenso, acelerado, cheio de excessos. Do que ele gosta, ele gosta muito. E não disfarça. Não sabe esperar, não tem rodeios. E foi assim com o presente de Natal: um jogo de Xbox. A plataforma precisa de atualização e não sabíamos se iria funcionar. Ele, estava ansioso. Eu, comprei no Black Friday. Avisei: vai demorar. Tudo bem, mãe, eu espero, ele disse, com uma serenidade que, muitas vezes, não combina com a mãe que ele possui.

Seis dias depois, o jogo chegou. 

– Claro, filho, respondi com outro áudio no Whatsapp. Depois me conta se funcionou.

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A vida é um sopro, Gui. Nem sempre dá tempo de esperar permissão.

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