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Certa vez, mordeu os lábios enquanto degustava de um doce. Os lábios incharam durante dias.  Ao longo desse tempo, cometeu o mesmo erro centenas de vezes. Cada vez que mordia de novo, o local tornava-se ainda mais inchado, quase que como um círculo vicioso.

(Se este fosse um conto pretencioso, citaria Nietzsche e sua lei do eterno retorno)

Nós somos assim. Atraímo-nos como dentes e lábios, sedentos por comida. Como mosquitos e a luz em uma noite de janeiro.

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Olhavámos para trás, a procura um do outro e trombamo-nos de frente, sem perceber que tudo o que procurávamos por detrás estava ali, mais perto do que a gente imaginava.

Atravessamos e assim aproximamos.

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