Paz, amor e empatia em tempos de Facebook

Uma letra de pagode da minha época diz “tá faltando sentimento / e a gente já não rola a muito tempo, não rola a muito tempo-ôoo”. Escutei esses dias e pensei: é isso. É o que acontece na minha relação com o Facebook.

Apesar de ser uma ferramenta de trabalho, já há algum tempo percebi que, por ali, sobra dedo apontado e falta uma palavrinha mágica chamada empatia.

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“Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se” 

– Gabriel Garcia Marquez

Toda vez que vejo uma notícia horrível, procuro me colocar no lugar dos envolvidos. Imagino, por exemplo, o desespero que chega uma mãe, ao abandonar o filho no lixo. Algumas vezes, a imaginação vai um pouco além e penso no inferno que a mídia é capaz de trazer a vida de uma pessoa.

Acontece que, com o Facebook, a vida de qualquer um se torna pública também. Faz tempo que não posta foto com o namorado? Aí tem. Trocou de celular? Fez snap direto do carro novo? Viajou? Tá montada na grana, como será que está ganhando esse dinheiro todo?! Resolveu sair do emprego e viver das coisas que a natureza nos dá expor o que você faz na internet? Só pode ter enlouquecido! Postou sobre política? Ih, virou coxinha/petista!

Acontece que toda história tem dois lados – mas só um é exposto.

Publica-se (na mídia ou nas redes sociais) o que dá mais likes. E o medidor de curtidas nem sempre vem acompanhado da verdade – ou do mais próximo dela. Na vida real, cabe a nós – e ao nosso discernimento – filtrar acontecimentos e ponderar verdades absolutas.

Ninguém é ruim – ou bom! – o tempo inteiro. Estamos todos expostos. Somo sujeitos a falhas e acertos na mesma medida. Amanhã? O alvo pode ser a gente. Basta uma interpretação errônea diferenciada para tudo mudar. “Quando a gente aponta um dedo para o outro, quatro apontam para nós”, li uma vez.

Não sei se sou muito inocente mas, no Facebook e na vida, prefiro pensar que nem tudo é o que parece. E, entre mortos e feridos, dou um tempo na minha relação com o Facebook com mais uma letra de pagode: Fui, deu pra mim, não dá mais…

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“Você não precisa da permissão de ninguém para fazer o que parece certo pra você”.
Do (maravilhoso) Stuff no one told me (but I learned anyway)

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Um comentário sobre “Paz, amor e empatia em tempos de Facebook

  1. Robécia disse:

    Entendo e concordo com tudo que disse, falta muito empatia especialmente no mundo virtual que qualquer palavra usada chega a outra pessoa como 7 facas na cara dela. É muito difícil mostrar visões diferentes e não ser atacada por um grupo que pensa diferente de você, as pessoas escrevem antes mesmo de ler, só está preocupado em “defender” a idéia de forma mais ignorante possível, tudo isso pra exercer poder.

    Não saia daqui, beijos <3

    Curtir

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