a primeira vez que pensei no mar foi ano passado

estava na colômbia e, antes de entrar no mar, avisos pediam para que só se usasse protetor solar biodegradável. eu nunca tinha pensado sobre isso.
alguns minutos depois, entre peixes no meio do mar do caribe (que privilégio!), pensei em como a gente pode fazer mal para aquele lugar. e fazemos. o tempo todo.
se você olhar a segunda foto da galeria, vai ver que mesmo nessa ilha pequenininha no meio do nada tinha uma garrafa de plástico. não era a única e com certeza era uma baixa porcentagem do que navega por aí.
esse mês se destaca a hashtag #julhosemplastico ou #plasticfreejuly. você não precisa ser a bela gil nem fazer churrasco de melancia para ajudar, mas você precisa fazer alguma coisa. ou melhor, não fazer. não aceitar canudos de plástico (ou carregar o seu na bolsa) ajuda. não usar copinhos de plástico no café ou na água do escritório ajuda. não comprar garrafinhas de água (e ter a sua, na bolsa, mochila, carro) ajuda. não aceitar sacolas de plástico no mercado ajuda. não comer carne um dia da semana te faz descobrir novos sabores e ajuda (olha lá o @segundasemcarne!). é pouco? é. mas é alguma coisa. e é melhor do que nada. “feito é melhor que perfeito”, não é?

estou publicando algumas coisas que deixei ou que quero fazer no story do instagram. está tudo nos destaques, com o nome “sem plástico”. quem sabe não te inspira? vai lá 🙃

esse texto é, originalmente, uma legenda do instagram. me segue lá também?

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Três lugares (pagos) para conhecer em Buenos Aires ​

1. El Zanjon

Na década de 1980, um morador comprou uma casa e um terreno em San Telmo pelo preço de dois carros populares. Ele queria construir um restaurante e um estacionamento nos locais mas, ao começar a reforma, descobriu túneis, cisternas e muita história por baixo das casas dos bairros. O museu conta muito da história de Buenos Aires, da Argentina e um pouco da América Latina – por que mesmo a gente aprende tão pouco sobre isso na escola?

A visita guiada dura cerca de 1h. Não darei spoilers mas, para mim, foi um dos passeios mais legais e que vale ser feito nos primeiros dias de viagem, até para entender um pouco da cultura porteña.

É uma iniciativa privada e, por isso, foi o mais caro do rolê: 300 pesos, cerca de R$ 40 por pessoa. Foi o meu preferido. Dica: o tour em inglês é bem mais vazio que o em espanhol. Ah! Deixe para visitar depois de setembro/2018, quando a Casa Mínima (a casa mais estreita da cidade) também estará inclusa na visita guiada.

Endereço: Defensa, 755.

Você pode fazer esse passeio no mesmo dia da sua visita à Casa Rosada (que você pode conhecer de graça) e a Plaza de Mayo, assim como ao Mercado e a Feira de San Telmo (a feira só aos domingos). Se quiser se estender um pouco mais, pode visitar a C.R. Cosas Lindas, a padaria mais antiga da cidade (fica na Perú, 1081). O alfajor é gigante e, na minha humilde opinião, mais gostoso – e fresquinho, claro – do que qualquer outro que você vá comprar em caixas.

2. Teatro Colón

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A principal casa de ópera da Argentina. De deixar de queixo caído. Assistimos um ballet, Coppelia, e foi maravilhoso. Também conta com visitas guiadas durante o dia, mas não fizemos. Os ingressos mais caros, para essa peça, eram cerca de 1200 pesos, ou R$ 170. Os nossos, em pé, no último andar foram R$ 11 cada. A visão é perfeita, mas é cansativo assistir uma peça com 4 atos em pé.

Junto com o Zanjon, é o meu “não deixe de ir”.

Endereço: Cerrito, 628.

3. Museu Evita

Não permite fotos, essa é do escritório de Eva Perón na Casa Rosada. 150 pesos por pessoa, sem a visita guiada. Fomos durante o jogo da Argentina, então estava vazio e ficamos cerca de 1h ali. A casa é um antigo lar para mães solteiras que Eva montou durante a vida. A exposição permanente mostra a vida de Eva a partir de vídeos, frases e objetos, como os vestidos que usou em momentos icônicos, desde a ida para BsAs, aos 15 anos, até o que usou em sua visita ao Papa. Mostra, também, algumas das coisas que Eva fez ao país, como o direito ao voto feminino (o qual tenho minhas opiniões sobre), a escola de enfermeiras e a distribuição de brinquedos para crianças durante datas especiais.

A exposição segue os passos de Eva até sua morte, em 1952, e comenta brevemente o sequestro de seu corpo por militares por 15 anos. Talvez pela sua morbidez ou respeito, o assunto só reforça como nossos corpos não são respeitados nem após a morte, assim como aconteceu como Marilyn Monroe.

No momento, também conta com a exposição temporária (e interativa) Millones, de Jorge Caterbetti. Ao final da visita ao museu, você pode tirar uma foto em uma cabine, junto com uma foto de Eva e uma rosa. As fotos são descarregadas no site e, algumas, expostas no local.

Endereço: Lafinur, 2988.

P​ara se hospedar em Buenos Aires, recomendo o hotel que ficamos, o Hotel Uthgra de las Luces, no centro e bem próximo à Casa Rosada/Plaza de Mayo. O hotel conta com café da manhã e está em ótima localização.00 Se fizer sua reserva por esse link do Booking, ganha R$ 50 de desconto e automaticamente apoia o conteúdo daqui :)

O jornalismo vai salvar o mundo (mas não do jeito que você imagina)

Não há como começar esse texto sem algum clichê: vivemos em um mundo conectado; o mundo e o jornalismo mudaram, etc, etc. A mudança é a única constância e certeza na vida e na profissão de todos nós. Dia desses, por exemplo, ouvi de palestrante que “se oitenta por cento do seu trabalho é rotina, você provavelmente vai perdê-lo em cinco anos”.  Continuar lendo

Nenhum homem (ou empresa) é uma ilha

Dia desses, lendo uma revista sobre carreira, percebi que mais da metade das matérias e notas da publicação falavam, em algum momento e de diferentes maneiras, sobre cultura organizacional.

Antes de chegar ao final da edição, me peguei questionando a relação entre tantas empresas abordando esse assunto e o número de pessoas infelizes com o trabalho. Afinal, 9 entre 10 das pessoas que convivem comigo não estão satisfeitas enquanto, cada vez mais, vejo companhias abordando esse tópico na mídia e com ações de RP.

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‘Girlboss’ e o que sua marca, empresa ou RH têm a ver com isso

Na semana passada, durante uma apresentação da Malagueta Group para um cliente, mostramos uma pesquisa que dizia: “Os jovens que hoje têm entre 20 e 35 anos lançaram seus próprios negócios antes que seus pais: a média mostra que os primeiros começam suas companhias aos 27 anos, enquanto os outros começaram aos 35”.

Ao falarmos sobre millennials, um dos presentes nos questionou sobre a relação entre esses números e as estatísticas de empresas que declaram falência antes de completarem 5 anos.

É verdade: de cada 10 empresas, 5 fecham as portas antes do quinto ano. A diferença entre essa estatística e a dos millennials é que, para nós, “empreender” vai além de abrir uma empresa, contratar funcionários, alugar um espaço. Ser freelancer, como uma boa parcela dos meus amigos, também é empreender – palavra horrorosa para esta que vos escreve, por sinal.

Em seguida, perguntei para os presentes se alguém já havia assistido Girlboss, seriado da Netflix disponível no dia 21/4. A trama é sobre Sophia Marlowe, inspirada livremente na vida de Sophia Amoruso, fundadora da marca milionária Nasty Gal.

Sophia é um retrato ao mesmo tempo estereotipado e cru da minha geração: não fez faculdade, não suporta nenhum emprego, é mimada, egoísta e egocêntrica. É humana; cheia de defeitos e foge dos padrões das mocinhas retratadas na TV americana – muito parecida, aliás, com o Mark Zuckerberg de A Rede Social. Talvez te lembre alguém que você convive. Talvez faça você se lembrar de si mesmo – e como não foi uma pessoa legal em situações parecidas.

Ao comprar uma jaqueta em um brechó por 8 dólares e vendê-la por 900 no eBay, a personagem decide transformar isso em seu ganha-pão. Sem usar as palavras “negócio” ou “empreender” – e ainda tirar uma onda com o namorado da amiga que estuda Business -, Sophia cria uma empresa do nada. Seus materiais são um notebook, uma câmera digital, acesso à internet e uma edição do livro eBay for Dummies. Em uma das cenas chega a dizer: “Eu não estou montando um negócio!”. Em outra, deixa um bilhete para o ex-chefe: “Obrigada por ser o meu melhor e último chefe”. Aos 20 e poucos anos.

Se por um lado o seriado deixa a desejar e só engata depois do quarto ou quinto episódio – menções honrosas para Ladyshopper99 e Gráficos do c*cete! -, a produção faz um retrato da geração que, em 2025, será responsável por 75% da força de trabalho no mundo – e, consequentemente, do poder de compra.

Spoiler: se você achou Sophia chata, espere pela geração Z, os que nasceram depois dos anos 2000. Ou, como costumamos dizer por aqui, os millennials que tomaram esteróides.

*Texto publicado originalmente no Pulse, do Linkedin, em maio/2017.