Os mais legais de junho

sol e chuva guarda chuva

Girls just wanna have funds, em português, no Facebook do Think Olga

Mataram-nos 49, auto-explicativo

O like que machuca, sobre conteúdo difamatório na web

Sobre como é difícil criar um filho não machista em um mundo machista

Mini manual do jornalismo humanizado, para todo mundo que escreve

Como ter uma carreira, mini lições que todo mundo deveria saber

Viver é coisa para maluco, entrevista com a Maria Eugênia, do Adotada – um dos melhores programas da TV atualmente, para a Revista TPM

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Apesar de

Por muitos anos, o verão foi minha estação preferida: férias, piscina, finais de semana na praia, amores que nunca subiram a serra, ver o fim de tarde deitada em uma rede ou chupar manga – direto do pé – sentada em uma varanda.

paris janela apesar de Continuar lendo

Tem que publicar, sim

Dia desses eu li um texto chamado Você não é como aquelas, no Lugar de Mulher, que dizia:

No fim das contas eu percebi que eu sou sim, muito dessas, desse tipo de garota, igual a milhões de garotas – as violências a que somos submetidas, físicas, sexuais, emocionais, simbólicas, estruturais muito mais nos aproximam do que nos separam.

E essa frase veio bem a calhar com o momento que venho enfrentando. Primeiro veio o livro Faça Acontecer – Mulheres, Trabalho e a Vontade de Liderar, da Sheryl Sandberg, chefe operacional do Facebook e ex-diretora no Google. Apesar de o título nenhum pouco atrativo e meio auto-ajuda, baixei no Kindle e comecei a ler por influência desse post da Thais Farafage. 

Nas primeiras páginas, me fisgou:

Faça Acontecer Mulheres, Trabalho e a Vontade de Liderar Sheryl Sandberg google facebook resenha

Então, comecei a pensar em todas as coisas que, aimeudeus, só aconteciam comigo, mulher, branca e injustiçada da classe média. E ficou óbvio que tudo isso não era só comigo. Finalmente enxerguei o motivo de todas as minhas inseguranças e “neuras”. E percebi que elas não eram só minhas – e olha que estávamos falando de ambiente e relações profissionais.

É claro que eu sou feminista. É claro que eu sempre soube dos abusos e violências que nós ouvimos ao longo da vida. Mas nunca – e escrevo com um pouco de vergonha aqui – parei um segundo para pensar no quanto isso vai além e se desenvolve em todos os aspectos da nossa vida:

O professor de marketing que estudou ~nas melhores universidades do mundo~ interrompendo minha apresentação para fazer observações machistas/homofóbicas/preconceituosas. O chefe que, tentando parecer legal, pediu para que os colegas de trabalho me respeitassem porque “eu era mãe” (se não fosse, tudo bem me tratar feito lixo?). Diretor de empresa dizendo que “podia ser meu pai se eu quisesse”, depois de ver minha tatuagem escrito pai, no pulso. Ouvir que não podia fazer algo porque “não é coisa de menina”, que eu deveria me vestir “mais como uma mocinha” ou “não usar roupas curtas” e “tentar não chamar a atenção”. Relacionamento abusivo no qual “se eu fizesse mais uma tatuagem ou pintasse o cabelo de novo”, iria ficar solteira. Ficar apertada no transporte público, porque o ômi do lado resolveu que as pernas dele merecem mais espaço que as minhas. Morrer de medo no transporte público porque algum cara está olhando estranho. Ouvir a colega de trabalho dizer que fulaninho “só podia estar apaixonado por mim”, quando ganhei um elogio público pelo trabalho bem feito.

Poderia escrever só sobre isso. Mas hoje, não, porque depois desse livro veio ainda a oficina de escrita criativa da Clara Averbuck (que já comentei nesse texto), com uma turma~ de cinco mulheres incríveis. Logo nas apresentações, mais um tapa na cara: todas tinham vergonha do que que escreviam. Todas temiam que seus personagens e textos fossem reconhecidos na vida real. E, claro, todas – com textos incríveis – tinham inseguranças e alguém para atravancar o caminho da escrita – ou da vida. “Não pode ter vergonha de publicar! Olha o monte de merda que ozomi publicam sem vergonha nenhuma”, falou a Clara. Como diria meu filho: turn down for whaaa.

E aí me lembrei da primeira vez que parei para levar um clipe da Madonna a sério, com uns 11 anos:

Não é fácil, molieres. Mas se a gente não se unir/publicar/falar, vai ser ainda mais difícil. Uni-vos.

Só quem se mostra se encontra

Já há algum tempo eu evito escutar Cazuza. Assisti ao filme tantas vezes, mergulhei tanto em sua história que grande parte do que ele compôs passou a me trazer uma sensação ruim.

Ainda sim, o cara tem uma frase que corre solta no Facebook (talvez com o codinome Clarice Lispector):

“Nunca tive medo de me mostrar. Você pode ficar escondido em casa, protegido pelas paredes. Mas você está vivo. Essa vida é para se mostrar. Só quem se mostra se encontra, por mais que se perca no caminho.”

Pois é. A gente está vivo, mas como é difícil se mostrar – e mais ainda se encontrar.

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Como estudar fora do país?

“Eu me sinto como Alice no País das Maravilhas”, me disse a cazaque que havia acabado de conhecer. “…Só que na cena em que ela está caindo no buraco”, ela completou. Essa foi a melhor coisa que ouvi quando estava estudando na Califórnia, em 2013. Morar e estudar fora do Brasil é um sonho pra muita gente mas, muitas vezes, acaba se tornando um pesadelo ao longo do tempo – coisa que ninguém diz quando volta ou dá notícias do mundo de lá.

Acontece que a gente coloca muita expectativa em cima de outro país, cidade, culturas e, quando chega lá, nem tudo é como a gente imagina. Sem dizer que o período anterior a essa jornada também não é nada glorioso: documentações, provas, vistos, indecisões e incertezas. Eu, por exemplo, passei dois meses esperando minha carta de aprovação na Universidade da Califórnia. Nesse tempo, quem me acompanhou em noites em claro, combatendo a ansiedade foi tão somente e apenas o Netflix, aquele abraço amigo que a gente espera em uma noite fria.

Por isso, quando voltei, em dezembro de 2013, uma das minhas vontades era ajudar outras pessoas na mesma situação a não passar pelos mesmos perrengues que eu e repassar o que aprendi de alguma maneira. Escrevi muito sobre isso no Lugar Algum, reuni tudo isso, reescrevi  complementei com atualizações e informações boas e atemporais para quem quer estudar fora, não é mais adolescente e nem tem a ajuda dos pais para isso.

Foi assim que nasceu o Intercâmbio + 21 – Um guia para quem quer estudar fora do país, mas não tem tempo (nem dinheiro) a perder:

ana sasso intercambio livro amazon ebook guia

Tem de tudo um pouco: como conseguir as documentações necessárias, quais provas você deve fazer para fazer uma faculdade fora, como conseguir o visto de estudante, se organizar e ainda quanto de dinheiro é necessário para fazer intercâmbio.

Com capa e lettering da minha amiga maravilhosa Camila Menezes, você pode adquirir seu exemplar na Amazon.

Enjoy the ride!

CONHEÇA HISTÓRIAS DE GENTE QUE SEGUIU SEUS SONHOS NO PROJETO PARE DE SONHAR