Gracias, Barcelona

barcelona ana sasso

Embarcou para Barcelona com uma mala de mão. A ideia era aproveitar o verão sem grandes preocupações. Na manhã antes do embarque, foi a manicure e levou dois esmaltes da cor verde musgo: “Quero pintar com os meus, assim posso retocar durante a viagem”, explicou.

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Das coisas que ninguém diz – Paris

paris ana sasso coisas que ninguém diz

Desde os 15 anos conhecer Paris era um sonho. Aos 26, fui recebida com chuva, frio e seis andares de escadas para subir com a bagagem.

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Mas e se chover?

o que fazer em paris na chuva frança

Era agosto de 2014 e eu já tinha tudo pronto: um board secreto no Pinterest com dicas locais, frases mínimas em francês, uma mala organizada mentalmente, uma planilha no Excel com datas e ideias e um mapa no GMaps com todos trajetos para os 12 dias em que iria passar em Paris. Em abril/2015, tatuei je ne regrette rien na costela esquerda, ao lado do coração. Piaf me aguardava.

Um ano se passou e, da calorosa Barcelona, eu pegava o trem rumo a Paris. Foram oito horas e um Dramin ali dentro até que acordei na penúltima estação, Nîmes. Observava paisagem e céu: cada vez mais escuro.

Choveu.

Como chove em São Paulo em janeiro. Como chove naquele único final de semana de folga no ano em que você decide ir a praia. Como chove todo Finados.

Se chover, fodeu choveu.  Quase sempre je ne regrette rien.

Porque decidi viver como turista

“Vá a lugares que te chamam”. Estava dentro de um avião em Paris, com destino à Amsterdam quando fiz essa anotação no meu celular. Tinha acabado de ler esse post da Elizabeth Gilbert e quis chorar sem alguma razão.

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Estava embarcando para o último destino da viagem dos meus sonhos, a qual levei mais de um ano programando, e tive que engolir o choro antes das instruções de decolagem – não que eu fosse entender alguma delas. Quarenta minutos depois, desembarquei na Holanda e, mais uma vez, tive vontade de chorar. Continuar lendo

5 motivos para viajar sozinho

Eu gosto muito de ficar sozinha. Sou um pouco introspectiva em alguns aspectos e, às vezes, preciso ficar sozinha para “organizar a cabeça”.  Depois de dividir apartamento por três meses, minha maior vontade era sair pelada do banho e poder andar tranquilona pela casa ter um tempo pra mim, pra ouvir meus pensamentos e não precisar conversar com ninguém.

Por sorte, tinha uma viagem programada para Nova Iorque. Três dias sozinha em uma cidade que só conhecia pela TV. Pra muita gente pode dar medo, mas me trouxe tanta coisa boa que agora minha vontade é de sair pelo mundo sem lenço e sem companhia ;)

Parece óbvio – e é -, mas você só se dá conta dessa liberdade quando está sozinha. Quando está acompanhada, acaba cedendo em algumas coisas pelo “bem de todos e felicidade da nação”. Sozinha, não existe isso: dá pra acordar a hora que quiser, voltar a hora que quiser e, principalmente: fazer o que quiser. 

1. Você pode fazer o que quiser.

Uma das minhas maiores vontades em NY era a de conhecer um muro (porque sim) e o apartamento da Carrie Bradshaw, de Sex and the City. A estátua da Liberdade não estava nem perto do meu roteiro. Se tivesse uma companhia, provavelmente teria que deixar isso de lado – ou encaixar em outro roteiro rapidinho.

No fim, fiz todas as coisas que queria – sem precisar me apertar ou aguentar a cara feia de ninguém ;)

2. Você fica mais cara de pau

Conversar com estranhos sempre foi algo horrível pra mim. Mas, quando você está sozinho, em um lugar onde não conhece ninguém, fica sem opções e precisa pedir informações e, muitas vezes, depender da boa vontade de transeuntes. Em Nova Iorque só tive boas experiências: tanto para entender o metrô (que é bem diferente do de São Paulo), como no hotel ou em lojas.

3. As pessoas se interessam por você

Sabe quando você está na praia, em janeiro, naquele sol, e consegue identificar um gringo de longe? Acontece o mesmo quando você está fora do Brasil. As pessoas nunca acertavam minha nacionalidade – sempre me diziam que eu era francesa – mas sempre se mostravam solicitas e queriam saber mais sobre o Brasil, São Paulo e o que eu esperava da Copa do Mundo/Olimpíada.

4. Você tem tempo para fotografar…

Fotografia é uma das minhas paixões e, muitas vezes, deixo de fotografar quando estou com outras pessoas porque acho que ninguém é obrigado a me esperar achar o ângulo que eu quero. No fim, você pode esperar o tempo que quiser e conseguir fotos assim:

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5. …e para observar

Nova Iorque foi o lugar que, até hoje, mais me fez ficar de queixo caído. Para todos os lados que olhava, parecia que estava dentro de um filme. Foi o primeiro lugar que eu pude sentar, observar e assimilar o que estava acontecendo comigo. Depois de três meses longe de casa (pela primeira vez), eu consegui entender a oportunidade que eu tinha nas mãos e como era sortuda por isso. Tanto que, quando sentei no Strawberry Fields, no Central Park, e comecei a escutar um cantor – bem ruim – cantando Let it Be, “tive” uma catarse.

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