5 motivos para viajar sozinho

Eu gosto muito de ficar sozinha. Sou um pouco introspectiva em alguns aspectos e, às vezes, preciso ficar sozinha para “organizar a cabeça”.  Depois de dividir apartamento por três meses, minha maior vontade era sair pelada do banho e poder andar tranquilona pela casa ter um tempo pra mim, pra ouvir meus pensamentos e não precisar conversar com ninguém.

Por sorte, tinha uma viagem programada para Nova Iorque. Três dias sozinha em uma cidade que só conhecia pela TV. Pra muita gente pode dar medo, mas me trouxe tanta coisa boa que agora minha vontade é de sair pelo mundo sem lenço e sem companhia ;)

Parece óbvio – e é -, mas você só se dá conta dessa liberdade quando está sozinha. Quando está acompanhada, acaba cedendo em algumas coisas pelo “bem de todos e felicidade da nação”. Sozinha, não existe isso: dá pra acordar a hora que quiser, voltar a hora que quiser e, principalmente: fazer o que quiser. 

1. Você pode fazer o que quiser.

Uma das minhas maiores vontades em NY era a de conhecer um muro (porque sim) e o apartamento da Carrie Bradshaw, de Sex and the City. A estátua da Liberdade não estava nem perto do meu roteiro. Se tivesse uma companhia, provavelmente teria que deixar isso de lado – ou encaixar em outro roteiro rapidinho.

No fim, fiz todas as coisas que queria – sem precisar me apertar ou aguentar a cara feia de ninguém ;)

2. Você fica mais cara de pau

Conversar com estranhos sempre foi algo horrível pra mim. Mas, quando você está sozinho, em um lugar onde não conhece ninguém, fica sem opções e precisa pedir informações e, muitas vezes, depender da boa vontade de transeuntes. Em Nova Iorque só tive boas experiências: tanto para entender o metrô (que é bem diferente do de São Paulo), como no hotel ou em lojas.

3. As pessoas se interessam por você

Sabe quando você está na praia, em janeiro, naquele sol, e consegue identificar um gringo de longe? Acontece o mesmo quando você está fora do Brasil. As pessoas nunca acertavam minha nacionalidade – sempre me diziam que eu era francesa – mas sempre se mostravam solicitas e queriam saber mais sobre o Brasil, São Paulo e o que eu esperava da Copa do Mundo/Olimpíada.

4. Você tem tempo para fotografar…

Fotografia é uma das minhas paixões e, muitas vezes, deixo de fotografar quando estou com outras pessoas porque acho que ninguém é obrigado a me esperar achar o ângulo que eu quero. No fim, você pode esperar o tempo que quiser e conseguir fotos assim:

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5. …e para observar

Nova Iorque foi o lugar que, até hoje, mais me fez ficar de queixo caído. Para todos os lados que olhava, parecia que estava dentro de um filme. Foi o primeiro lugar que eu pude sentar, observar e assimilar o que estava acontecendo comigo. Depois de três meses longe de casa (pela primeira vez), eu consegui entender a oportunidade que eu tinha nas mãos e como era sortuda por isso. Tanto que, quando sentei no Strawberry Fields, no Central Park, e comecei a escutar um cantor – bem ruim – cantando Let it Be, “tive” uma catarse.

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Como estudar fora do país?

“Eu me sinto como Alice no País das Maravilhas”, me disse a cazaque que havia acabado de conhecer. “…Só que na cena em que ela está caindo no buraco”, ela completou. Essa foi a melhor coisa que ouvi quando estava estudando na Califórnia, em 2013. Morar e estudar fora do Brasil é um sonho pra muita gente mas, muitas vezes, acaba se tornando um pesadelo ao longo do tempo – coisa que ninguém diz quando volta ou dá notícias do mundo de lá.

Acontece que a gente coloca muita expectativa em cima de outro país, cidade, culturas e, quando chega lá, nem tudo é como a gente imagina. Sem dizer que o período anterior a essa jornada também não é nada glorioso: documentações, provas, vistos, indecisões e incertezas. Eu, por exemplo, passei dois meses esperando minha carta de aprovação na Universidade da Califórnia. Nesse tempo, quem me acompanhou em noites em claro, combatendo a ansiedade foi tão somente e apenas o Netflix, aquele abraço amigo que a gente espera em uma noite fria.

Por isso, quando voltei, em dezembro de 2013, uma das minhas vontades era ajudar outras pessoas na mesma situação a não passar pelos mesmos perrengues que eu e repassar o que aprendi de alguma maneira. Escrevi muito sobre isso no Lugar Algum, reuni tudo isso, reescrevi  complementei com atualizações e informações boas e atemporais para quem quer estudar fora, não é mais adolescente e nem tem a ajuda dos pais para isso.

Foi assim que nasceu o Intercâmbio + 21 – Um guia para quem quer estudar fora do país, mas não tem tempo (nem dinheiro) a perder:

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Tem de tudo um pouco: como conseguir as documentações necessárias, quais provas você deve fazer para fazer uma faculdade fora, como conseguir o visto de estudante, se organizar e ainda quanto de dinheiro é necessário para fazer intercâmbio.

Com capa e lettering da minha amiga maravilhosa Camila Menezes, você pode adquirir seu exemplar na Amazon.

Enjoy the ride!

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5 motivos para viajar com os amigos

Viajar sozinho pode ser uma delícia, mas dividir uma viagem com os amigos também pode ser incrível.

 1. A viagem fica (bem) mais barata

Hotel, carro, gasolina, alimentação… tudo fica mais barato quando a gente divide. E isso pode tornar a sua viagem bem mais confortável. Por exemplo: em vez de ficar em um hostel, dá pra ficar em um hotel ou alugar um apartamento no airbnb pelo mesmo preço que você gastaria viajando sozinho.

Fazendo uma farofada/jantar de Thanksgiving no hotel, em Mammoth Lakes

Fazendo uma farofada/jantar de Thanksgiving no hotel, em Mammoth Lakes

2. Fazer uma road trip fica bem mais divertido

Minha última viagem entre amigos foi no Thanksgiving de 2013. Nós dirigimos da Califórnia para Mammoth Lakes, em uma viagem de mais ou menos 4h. Estávamos em quatro pessoas e, eu e a Carol, outra brasileira, fomos dirigindo tanto na ida quanto na volta, enquanto as meninas dirigiam na cidade. Além de conseguir aproveitar a vista, fomos ouvindo músicas brasileiras e (pre-pa-ra) choramos quando começamos a cantar No Dia Em Que Eu Saí de Casa, do Zezé Di Camargo e Luciano, hahahaha.

3. Você vai aprender a ter paciência… 

Imagine misturar duas brasileiras com uma chinesa e uma turca? Não é fácil o tempo todo. Quando você quiser dormir, alguém vai querer conversar com o namorado no Facetime, quando você quiser comer no MC Donald’s, alguém vai reclamar porque quer comida de verdade… e por aí vai. Convivência, no geral, nem sempre é fácil. E a verdade é que é muito difícil se dar bem com alguém o tempo todo. Mas viajando você é obrigado a conviver com isso e alguma lição vai tirar.

4.  …mas vai ter sempre alguém pra te ajudar quando você cair (literalmente)

No nosso primeiro dia em Mammoth Lakes, fomos patinar no gelo. E eu amei! A pista ficava em um lugar lindo, o céu estava azul e tocava música o tempo todo. E era minha primeira vez vendo neve! Fiquei mais de meia hora patinando até que comecei a me sentir super segura e… caí, claro. Com a bunda no chão. E tão forte que não consegui gritar, falar e menos ainda levantar. Minha bunda ficou doendo até o fim da viagem, mas se não fossem minhas companhias naquele momento, não sei como sairia da pista ;)

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5. …e vai ter alguém pra tirar uma foto incrível sua

Americanos não sabem tirar fotos. Nem tente a sorte. Se você pedir uma foto sua, eles vão tirar uma foto sua – e não de você inserida no local onde você está. Mas viajando com seus amigos você pode explicar o que quer e conseguir fotos assim:

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Essa foto é em Laguna Beach – e uma das minhas preferidas

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4 links que você deve ler sobre viagens

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1. Roupa para tirar visto

Só falo que: você vai ficar em pé muito tempo.

2. A parte mais difícil de viajar que ninguém fala

Esse texto é tão maravilhoso que não vou dizer nada. APENAS: leia.

3. Se mudar do Brasil pode não ser a solução da sua vida

…nem do Brasil, nem de cidade, nem de emprego, ou de lugar nenhum. É difícil aceitar que, muitas vezes, o problema é você – e não onde você está.

4. Quanto exatamente você gastou para fazer essa viagem?

Minha it-pobrinha preferida, Jana Rosa <3

[Guia do Intercâmbio] Como escolher o melhor curso pra mim? (Parte II)

Leia a primeira parte desse post aqui.

Depois de decidir pela Califórnia, a agência me enviou as brochuras de todas as faculdades que eles tinham contato. Todas faziam parte da University of California, e as opções mudavam só na localização: Irvine, Los Angeles, Berkeley e San Diego. Fiquei entre as três primeiras e depois de Googlar os cursos e as universidades, acabei escolhendo Irvine por ter o programa que mais se encaixava comigo e por ser o único com o curso de Webmarketing.

Claro, como em todas as faculdades do mundo, você tem que lidar com burocracias, regras que não fazem sentido e (principalmente) gente que pensa diferente de você. MAS não me arrependo em nada do curso que escolhi. Os professores eram ótimos, o campus incrível e a UCI tem uma coisa que nunca vi nas faculdades do Brasil: gente educada e feliz por trabalhar lá. As pessoas respondem seus e-mails, te ligam, estão disponíveis para conversar e no final de todo curso ou atividade, rola um questionário sobre o que você achou. Só assim eles podem avaliar os professores, o atendimento e tudo mais. Sobre aprendizado, não preciso nem comentar. Aprendi em 12 semanas mais do que imaginava que seria possível.

E Irvine tem uma coisa bem engraçada: muitos asiáticos. Não sei o que acontece, se o governo desses países tem algum convênio com a faculdade ou se eles vão juntos mesmo. Na minha sala, por exemplo, tínhamos 17 alunos. Dez eram do Japão e três do Taiwan. Apenas dois brasileiros, um chileno e uma russa. E as diferenças culturais são bem grandes! No começo é bem difícil se acostumar com as pessoas falando em chinês ou japonês perto de você. Me sentia na Liberdade, aquele bairro de São Paulo, o tempo todo. Mas depois de algumas semanas você nem liga mais, haha. É indescritível o quanto aprendi sobre a cultura e o povo asiático e como trabalhar e entender as pessoas que são (bem) diferentes de mim.

Nada disso encontrei nas minhas pesquisas na internet e foi um choque no começo. Achava que ia conhecer muitos americanos e só. No final, os únicos americanos que conheci foram meus professores (um deles até casado com uma brasileira!), haha.

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Eu e uma parte da sala, na nossa formatura

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