[Guia do Intercâmbio] como foi passar pela imigração do EUA

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Então, depois de 14 horas em um avião, cheguei a Dallas. Eu precisava passar pela imigração, pegar minha mala e fazer o embarque novamente para chegar em  Los Angeles.

Descendo do avião, dei de cara com um policial careca de bigode, com um pastor alemão do lado. Senti uma mistura de medo e alívio por estar em terra firme. Então comecei a rir, pensando em quantos estereótipos aquele policial se encaixava.

Em seguida fui para a imigração e o medo voltou. Eram 5 horas da manhã, ainda estava escuro lá fora e, com a minha sorte, tive certeza de que enfrentaria um policial bem carrasco.

A fila até que foi rápida e, chegando a minha vez, o guarda era super simpático: me pediu meu passaporte, que entreguei junto com o i20. Ele olhou e, em tom de brincadeira, começou a me perguntar sobre o que eu ia fazer: “Você veio a turismo?”, era óbvio que não, já que tanto meu visto, como o meu i20 diziam o contrário. Disse que não e que ia estudar. Ele perguntou onde, eu respondi e então ele disse: “Mas as aulas já começaram, não?”, sempre bem tranquilo, como se estivesse conversando comigo. Expliquei que eu fazia parte de um programa e que as minhas aulas só iam começar no dia 18/09 – acho que era dia 16.

Então ele me pediu para afastar e tirar uma foto minha para o sistema (mugshot!). Como eu estava segurando uma pasta (com todos os documentos do mundo, cartas da faculdade e telefones que pudessem me ajudar, haha), ele reparou na minha tatuagem no pulso, escrito pai. E disse: “Who is pai?”. Meu querido, depois de 14 horas de voo, sem dormir, você misturando português com inglês, você acha que eu sei? Sei nem meu nome!

Tomei um susto e, quando entendi, disse que era “my father”. Daí ele disse: “então vá estudar e deixar o seu ~pai~ orgulhoso”, hahaha.

Depois disso peguei minha mala, fiz o embarque de novo e passei pela segurança do aeroporto.

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 Exatamente assim…

Deu o tempo certinho de chegar na sala de embarque, conseguir sinal no wi-fi do aeroporto, avisar que estava viva e seguir para LA <3

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[Lugar algum] Que sera sera

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Já tinha lido tudo sobre a África do Sul. Meu plano era cuidar de filhotes de leões brancos, andar em cima de um elefante (aham) e ir à praia com pinguins. Na volta, quem sabe, eu descobriria o que queria fazer com a minha vida.

Quando conto essa história, todo mundo pensa que é piada. Mas nunca fui tão séria em toda minha vida.

E então que, depois de um jantar, meu pai me olhou nos olhos e disse: “o que você vai fazer da sua vida? Quais são seus planos? O que você quer ser? O que você acha que fazer trabalho voluntário pode trazer de benefícios para sua vida profissional? Por que você não vai pra Europa?”

Inglaterra, Austrália, Escócia, Canadá…

 

Califórnia. Será? Será.

[Guia do intercâmbio] Como tirar visto de estudante?

Vamos falar a verdade, tirar visto já dá um pouco de medo. Você gasta uma grana boa para marcar a entrevista, tira folga no trabalho, acorda cedo, fica o maior tempo na fila e… nunca tem 100% de certeza de que vai dar certo. No meu caso foi relativamente simples e, por isso, achei bacana dar algumas dicas aqui.

i20

Antes de qualquer coisa tenha seu I20 em mãos. Não tem, não chegou, a faculdade/escola ainda não enviou, os Correios tão em greve? Nem tente a sorte. Você vai perder tempo (o seu e do entrevistador), dinheiro e, muito provavelmente não vai conseguir ter seu visto aprovado. Não sabe o que é i20? Dá uma olhada no site da Embaixada Americana. 

Taxa Sevis

Alguém disse que tirar visto era barato? Lá se vão mais US$ 200 que você poderia guardar pra comprar muamba. Essa é uma taxa paga para o registro dos estudantes em solo americano. Você precisa de um código no comprovante de pagamento para agendar sua entrevista. E, para conseguir pagá-la, você precisa do seu… I20!

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Eu me sentia exatamente assim durante essa fase…

Entrevista – CASV

Se você ainda não tem visto, vai precisar ir antes ao Centro de Atendimento aos Solicitantes de Visto, o CASV, para tirar foto e suas digitais. O processo é bem simples, mas um pouco demorado. Então vá com uma roupa e calçados confortáveis, já que você provavelmente vai ficar em pé e a céu aberto por um tempo. Só leve com você os documentos necessários e o comprovante de pagamento (se você não tiver, vai precisar imprimir na rua e, obviamente, vai pagar caro por isso). Eles não deixam entrar com bolsa e, claro, existem vários porta-volumes na rua – mas custam entre R$ 5 e 10. Melhor deixar no carro.

Se você estiver em São Paulo e for ao CASV da Vila Mariana, a rua de trás tem uma UNIP. Além disso, com um pouco de sorte dá pra parar o carro na rua. Se não conseguir, tem alguns estacionamentos mais baratos nas ruas próximas. O mesmo vale para impressões. As da rua do CASV são bem caras e, na rua de trás (a da UNIP), custam o preço normal.

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Entrevista – Consulado

As regras são as mesmas do CASV: só documentos, nada de bolsa, mochila ou celular. Roupas confortáveis também, já que a fila tende a ser ainda maior. Cintos, jóias e relógios devem ser tirados no raio x, então é bom evitar também. Eu levei um Club Social, livro e palavra cruzada, tudo em uma pasta transparente. Não existe fila preferencial e você só fica sentado (se der sorte) antes da última fila para a entrevista.

Eu preferi ir de trem para não ser abusada sexualmente pelos estacionamentos da redondeza. Peguei a Linha 9-Esmeralda. Da estação Morumbi dá uns 10 minutos de caminhada.

A entrevista também foi bem tranquila e rápida. Estava um pouco nervosa no começo, porque o menino da minha frente tentou visto de estudante também e foi recusado. Mas, mais uma vez: ele não tinha nem i20, não sabia direito onde ia estudar e nem responder as perguntas do cônsul.

Se você não está mentindo, não tem com o que se preocupar. Leve todos os documentos que eles possam pedir, pois assim você tem como comprovar o que está dizendo. Além dos básicos, levei as cartas da faculdade, os e-mail que troquei com eles, a carta de aprovação, a nota/carta do TOEFL e comprovante de recursos financeiros.

Meu entrevistador me perguntou o que já tinha respondido na ficha de inscrição que a gente preenche no site do consulado. Quando eu disse que ia estudar Marketing e não inglês, ele me perguntou, em inglês, onde eu estudei e porque ia para a Califórnia. Eu respondi e ele voltou a falar em português, me pedindo o comprovante de recursos financeiros. Depois me deu a aprovação e eu saí cantando “garota, eu vou pra Califóooornia…”

welcome to the oc bitch

Muitos sites dizem para ir com roupa formal, arrumadinho, mas, não achei que isso conte muita coisa. A janelinha da entrevista mal dá pra olhar a camiseta que você está vestido. Eles estão mais interessados se você tem motivos para voltar ao país ou se você está mentindo. Resta ficar tranquilo e responder com calma e diretamente tudo que eles perguntarem.

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[Guia do intercâmbio] TOEFL, como é o dia da prova

Como já disse na primeira e segunda parte, eu pesquisei bastante sobre o TOEFL e acho que não li nenhum post sobre o dia da prova que me preparasse para o que iria encontrar, haha. Todo mundo alerta sobre documentos, roupa confortável, etc, mas ninguém diz como vai ser.

Eu fiz minha prova em Pinheiros, opção mais perto de casa. Chegando lá, logo na porta, uma pessoa confirmou meu nome e me deu uma fichinha com um número. Mesmo chegando com uma hora de antecedência, quatro ansiosos pessoas já estavam lá. Dei bom dia, ninguém respondeu. Achei estranho e logo entendi por que.

Junto com o número, recebi um termo, em inglês, que deveria assinar. Nessa hora já bate a sensação de que você entrou errado e, na verdade, está no FBI. O termo dizia que os participantes não podiam conversar entre si. E quem sou eu pra quebrar regras, né? Haha. Fiquei quietinha lendo meu livro.

Uns 20 minutos antes da prova, chamaram todo mundo pra fora e um instrutor explicou, em inglês de novo, como a prova seria feita. Depois disso, foram chamando por números para dentro de outra sala, onde tiravam nossas fotos e checavam o passaporte. Eu, como não prefiro arriscar, levei todos os documentos possíveis, incluindo comprovante de pagamento, mas só pediram meu passaporte.

Outro instrutor vai acomodando um por um na sala e em computadores aleatórios. Antes de sentar, você tem que deixar a bolsa/mochila na frente da sala. Eu levei um monte de caneta e papéis para anotação, mas não pude usar: você recebe cinco folhas de papel e um lápis, só. Se precisar de mais, levanta a mão durante a prova, eles recolhem seus papéis e te dão novos. Isso me atrapalhou um pouco durante o listening: meus papéis acabaram e os instrutores demoraram pra trazer outros. Como o áudio não para, tive que fazer anotações na mesa, mesmo.

Depois de acomodado, você faz um teste de áudio e de fala com o fone/microfone e pode começar a prova.

IMPORTANTE: Quando você finaliza o teste, aparece uma mensagem perguntando se você quer, ou não, que eles enviem seu resultado para as faculdades que escolheu na hora do cadastro. Se você disser que não, toda sua prova é cancelada e você perde o que fez. Eu achei meio sacanagem, porque no desespero, dá pra clicar errado e cancelar sua prova, sem reembolso. Vale tomar cuidado com isso também.

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[Guia do Intercâmbio] Como se preparar para o TOEFL em dois meses (Parte II)

Como eu já disse aqui saber a estrutura da prova é uma das coisas mais importantes para se preparar.

O teste é dividido em quatro partes: reading, listening, speaking e writing. Cada parte tem um tempo para ser realizada, com um cronômetro na tela. Se o tempo acaba, a tela fecha e você segue para a próxima sessão, mesmo que não tenha finalizado. Por isso eu digo: se você souber se tranquilizar e administrar seu tempo, 50% da nota já é garantida.

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