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Três lugares (pagos) para conhecer em Buenos Aires ​

1. El Zanjon

Na década de 1980, um morador comprou uma casa e um terreno em San Telmo pelo preço de dois carros populares. Ele queria construir um restaurante e um estacionamento nos locais mas, ao começar a reforma, descobriu túneis, cisternas e muita história por baixo das casas dos bairros. O museu conta muito da história de Buenos Aires, da Argentina e um pouco da América Latina – por que mesmo a gente aprende tão pouco sobre isso na escola?

A visita guiada dura cerca de 1h. Não darei spoilers mas, para mim, foi um dos passeios mais legais e que vale ser feito nos primeiros dias de viagem, até para entender um pouco da cultura porteña.

É uma iniciativa privada e, por isso, foi o mais caro do rolê: 300 pesos, cerca de R$ 40 por pessoa. Foi o meu preferido. Dica: o tour em inglês é bem mais vazio que o em espanhol. Ah! Deixe para visitar depois de setembro/2018, quando a Casa Mínima (a casa mais estreita da cidade) também estará inclusa na visita guiada.

Endereço: Defensa, 755.

Você pode fazer esse passeio no mesmo dia da sua visita à Casa Rosada (que você pode conhecer de graça) e a Plaza de Mayo, assim como ao Mercado e a Feira de San Telmo (a feira só aos domingos). Se quiser se estender um pouco mais, pode visitar a C.R. Cosas Lindas, a padaria mais antiga da cidade (fica na Perú, 1081). O alfajor é gigante e, na minha humilde opinião, mais gostoso – e fresquinho, claro – do que qualquer outro que você vá comprar em caixas.

2. Teatro Colón

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A principal casa de ópera da Argentina. De deixar de queixo caído. Assistimos um ballet, Coppelia, e foi maravilhoso. Também conta com visitas guiadas durante o dia, mas não fizemos. Os ingressos mais caros, para essa peça, eram cerca de 1200 pesos, ou R$ 170. Os nossos, em pé, no último andar foram R$ 11 cada. A visão é perfeita, mas é cansativo assistir uma peça com 4 atos em pé.

Junto com o Zanjon, é o meu “não deixe de ir”.

Endereço: Cerrito, 628.

3. Museu Evita

Não permite fotos, essa é do escritório de Eva Perón na Casa Rosada. 150 pesos por pessoa, sem a visita guiada. Fomos durante o jogo da Argentina, então estava vazio e ficamos cerca de 1h ali. A casa é um antigo lar para mães solteiras que Eva montou durante a vida. A exposição permanente mostra a vida de Eva a partir de vídeos, frases e objetos, como os vestidos que usou em momentos icônicos, desde a ida para BsAs, aos 15 anos, até o que usou em sua visita ao Papa. Mostra, também, algumas das coisas que Eva fez ao país, como o direito ao voto feminino (o qual tenho minhas opiniões sobre), a escola de enfermeiras e a distribuição de brinquedos para crianças durante datas especiais.

A exposição segue os passos de Eva até sua morte, em 1952, e comenta brevemente o sequestro de seu corpo por militares por 15 anos. Talvez pela sua morbidez ou respeito, o assunto só reforça como nossos corpos não são respeitados nem após a morte, assim como aconteceu como Marilyn Monroe.

No momento, também conta com a exposição temporária (e interativa) Millones, de Jorge Caterbetti. Ao final da visita ao museu, você pode tirar uma foto em uma cabine, junto com uma foto de Eva e uma rosa. As fotos são descarregadas no site e, algumas, expostas no local.

Endereço: Lafinur, 2988.

P​ara se hospedar em Buenos Aires, recomendo o hotel que ficamos, o Hotel Uthgra de las Luces, no centro e bem próximo à Casa Rosada/Plaza de Mayo. O hotel conta com café da manhã e está em ótima localização.00 Se fizer sua reserva por esse link do Booking, ganha R$ 50 de desconto e automaticamente apoia o conteúdo daqui :)

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Tudo o que você não precisa: sobre morar nos Estados Unidos

“Não acho que morar fora do país é algo para todo mundo. Muita gente chega aqui achando que vai ficar milionário da noite para o dia. A vida é muito dura aqui”

Você não precisa de um Macbook para ser criativo. Não precisa de um coach para encontrar o seu caminho. Um curso caríssimo. Um carro novo. Perder 10 kg. Ganhar na Mega Sena. Sair do seu emprego. Meditar por 30 minutos todos os dias. Uma casa no campo. O lugar ou os equipamentos certos. Silêncio. Tempo.

Tudo o que você preciso para realizar um sonho é agir. Agora. 

Em 2004 a Cris Passarela conheceu Nova Iorque. Foi a passeio, acompanhada de uma amiga e sem expectativa nenhuma. “Meu sonho sempre foi morar em Londres”, conta. O inevitável aconteceu: “me apaixonei” – pela cidade e por um nova iorquino.

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O escritório deles é o mundo (e o que você pode aprender com isso)

2015.

– Eu gostaria que vocês dissessem seus nomes, onde trabalham e onde gostariam de trabalhar.

Era uma sala clara, com tudo o que há direito em uma aula de pós-graduação de uma faculdade coxinha: mesas grandes, cadeiras executivas, ar condicionado no máximo, tags com os nomes e sobrenomes de cada um presente naquele espaço. O professor chamava um a um em sua ordem, sempre pelos nomes, como se fossem velhos amigos.

Um a um, os 39 alunos seguiram à risca a orientação.

Ao fim, apenas dois – os mais velhos do grupo – afirmaram estarem felizes com o trabalho. O irônico, eu pensava, era que mais da metade dos alunos estava ali a mando das empresas que tanto os desagradavam.

– 80% das pessoas são infelizes com o trabalho, continuou o professor. Por quê?, questionou. Essa é uma tendência do mercado atual. E, se o modelo de gestão usado atualmente não mudar nos próximos anos, vamos sofrer com uma grande carência de bons profissionais no mercado.

2013.

Editoras, jornais, sites e redações de todos os tipos passam pela chamada “reformulação”, conhecida no meio como passaralho. Era o primeiro de muitos, que viriam nos anos a seguir. “É pior para quem fica”, lembro de ter ouvido na época. “Quem é demitido consegue seus direitos trabalhistas, se reestrutura e continua a vida. Quem fica acumula funções, passa por essa instabilidade, não sabe o que vai acontecer a seguir… e isso, é claro, afeta a forma como agimos e trabalhamos”.

2014/2015

Cada dia uma nova cama, um novo fuso, uma nova vida. Uma nova oportunidade. São dez dias em São Paulo e 20 fora do Brasil, descobrindo o mundo. Descobrir para descobrir-se. Tudo começou com o passaralho do ano anterior. Como em um filme da sessão da tarde, o “pé na bunda” inicial se transformou em oportunidade: a jornalista Glau Gasparetto uniu a experiência prévia com a vontade de montar a própria agenda e fugiu do mercado tradicional. O marido, Adriano Dias, seguiu os mesmos passos e, seis meses depois reativaram a infoMedia digital, empresa especializada em produtos e conteúdo digital.

O modelo tradicional, com escritório, funcionários alocados e horário comercial nunca esteve nos planos dos dois. “Estávamos cansados da estrutura corporativa e era desejo investir em algo nosso, com nosso ritmo, regras e valores. Era a vontade de viver algo mais leve e mais feliz”, conta a jornalista. O próximo passo foi conciliar o trabalho com a “grande paixão” do casal: viajar.

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Na Turquia, em 2014

Hoje os dois passam mais da metade do mês longe de casa, mas não sem trabalhar – e muito. Do último ano para cá, foram 12 carimbos novos no passaporte até o fechamento desse texto, risos: República Dominicana, Colômbia, Uruguai, Estados Unidos, Itália, Portugal, Vietnã, Camboja, Turquia, Bélgica Holanda e Tailândia. O último uniu ainda mais os dois e o sonho agora é voltar para a Ásia apenas com as passagens de ida. “Nem o trânsito caótico incomoda”, afirma.

Para tudo funcionar, os dois contam com um time de 50 colaboradores das mais diferentes áreas – todos devidamente coordenados a distância e, muitos, com um estilo de vida parecido ao do casal. “É a mesma lógica do home office, que muita gente já aderiu. O trabalho continua o mesmo, o escritório é que é diferente”, contam.

Até o fuso horário, que poderia atrapalhar em prazos e urgências, acaba ajudando, principalmente quando o relógio é adiantado: “Voltamos para casa na hora em que os clientes e a equipe de colaboradores estão começando a trabalhar”, diz. No fim das contas, as únicas reclamações são a falta de regularidade de exercícios físicos e as camas de hotéis e casas que se hospedam: “Nem todas garantem uma boa noite de sono”, afirma.

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Em Halong Bay, no Vietnã, também no ano passado

O próximo destino é baseado sempre em promoções aéreas. Os dois mantém uma wishlist dos países que querem conhecer e, quando aparece alguma oportunidade, compram as passagens e começam a procurar por hospedagem. A programação é feita com 50% a mais de tempo que um turista “convencional” passaria no local. “Parte do tempo é reservada para visitar o lugar em que estamos, vivenciar o dia a dia, conhecer os costumes, pessoas…”, conta. Esse aspecto, garantem, é uma fonte inesgotável de inspiração e ideias para trabalho e vida pessoal.

Na outra metade do tempo, dedicam-se ao trabalho – que é sempre prioridade. E, para tal, trabalham de qualquer lugar: seja onde estão hospedados, cafés ou locais públicos com wi-fi disponível. “Em um dia, podemos passar o tempo todo em frente ao computador. Em outros, conseguimos dar conta de tudo apenas via smartphone e tablet, o que nos permite mobilidade. Usamos o melhor que a tecnologia pode oferecer”, diz.

Como não poderia deixar de ser, os dois tem certeza que aproveitam muito mais a “vida wireless” agora. Mas garantem: “Estar ‘conectado’ ou ‘disponível’ não é exatamente estar na internet. O mundo é muito mais legal sem ser visto pela tela”.

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Durante o Yi Peng Festival, em Chiang Mai, na Tailândia: o trabalho não tem hora

Você pode acompanhar o dia a dia do casal no Escritório do Dia e dicas no Vida Wireless. E, se quiser dicas de viagem, eles ainda escrevem no Travel Sweet Travel.

Todas as fotos que ilustram o post são deles.

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Lyft: O app para quem vai viajar para os Estados Unidos

A letra “o” em maiúscula no título não foi erro de digitação. Lyft é O aplicativo para quem vai para algumas cidades dos Estados Unidos. É o que os americanos chamam de ridesharing e tem um conceito bem simples: você não conhece ninguém e precisa se locomover, enquanto alguém com carro e tempo livre quer ganhar dinheiro e se oferece como motorista.

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Daí é simples: você baixa o app no celular (disponível para Android e iPhone) e faz tudo por ele, sem precisar falar com nenhuma cooperativa (coisa difícil até pra quem é fluente, acredite) e funciona mais ou menos como os aplicativos de táxi que já estamos acostumados. Funciona bem até de madrugada e é mais rápido, seguro e barato que táxis, pelo menos na Califórnia.

Além disso, todos os motoristas e carros passam por um processo seletivo para entrar na comunidade e, no final de cada corrida, motorista e carona são avaliados. Se um motorista tem muitas avaliações ruins, ele saí do sistema.

O pagamento é feito pelo cartão de crédito e você paga ao aplicativo, não ao motorista, o que torna a coisa ainda mais segura.

LyftO bigode rosa é o código pra saber se o carro que está vindo é seu motorista

Eu brincava que era a má sorte em pessoa para táxis mas, em compensação, só peguei motoristas queridos com Lyft. Eles adoravam perguntar sobre o Brasil e dar dicas de passeios fora do comum. Sem o Lyft minha vida em Irvine teria sido bem difícil!

Dica extra: antes de usar pela primeira vez, dê uma olhada no Twitter ou no Facebook deles. Quase sempre tem códigos que dão até US$ 20 de desconto na primeira corrida.

Atualização, em 11/2015: é melhor que o Uber. Entenda porque. 

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